quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Os 16 Atributos de Esú e o Ifá

 


Neste post procuraremos falar um pouco sobre os 16 atributos de Esu (Exú), atributos estes que se relacionam com os 16 
Baba Odús do Ifá.

Mas antes, gostaríamos de esclarecer que Esu (Exú) é o Grande Agente Cósmico Universal, é o Agente da Magia Universal. É Exú que, juntamente com os 07 Aráshas (Orixás) Ancestrais, trataram da criação do Universo Astral – Reino Natural. Os Exús são os concretizadores das ideações dos 07 Aráshas.

Quando do surgimento do Universo Astral e do Reino Natural foi necessário, então, organizar toda esta matéria que era caótica. Por isso dizemos que a “ordem” se assenta no “caos”. E é Esu que promove esta organização, dentre várias de suas outras importantíssimas funções das quais trataremos em futura publicação.

Iniciemos, pois apresentando os 16 atributos de Esu, mas antes…

Mo ju iba, Esu Oba Baba awon ESU! Iba se, o!

Saudações, Esu Senhor e Pai de todos os Esus! Que esta homenagem se cumpra!

Eis, agora, os 16 títulos ou atributos e suas correspondentes “qualidades”, os quais sempre foram ligados aos 16 ODU dos Itan Ifá:


01- ESU YANGI – o Senhor da Laterita Vermelha

02- ESU AGBA – o Senhor Ancestral

03- ESU IGBA KETA – o Senhor da Terceira Cabaça

04- ESU OKOTO – o Senhor do Caracol

05- ESU OBA BABA ESU – o Rei e Pai de todos os ESUS

06- ESU ODARA – o Senhor da Felicidade

07- ESU OSIJE – o Mensageiro Divino

08- ESU ELERU – o Senhor da Obrigação Ritual

09- ESU ENU GBARIJO – o Senhor da Boca Coletiva

10- ESU ELEGBARA – o Senhor do Poder Mágico

11- ESU BARA – o Senhor do Corpo

12- ESU L’ONAN – o Senhor dos Caminhos

13- ESU OL’OBE – o Senhor da Faca

14- ESU EL’EBO – o Senhor das Oferendas

15- ESU ALAFIA – o Senhor da Satisfação Pessoal

16- ESU ODUSO – o Vigia dos Odús

ESU YANGI é a sua primeira forma e lhe confere a qualidade de IMOLE ou “Divindade”, pois nos Ritos da Criação, segundo o Credo Iorubá:

“O ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles mesmos transformou-se em lama. Dessa lama originou-se uma bolha ou montículo, a primeira matéria dotada de forma, um rochedo avermelhado e lamacento.

Olorun admirou esta forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe Seu Hálito e lhe deu vida. Esta forma, a primeira dotada de existência individual, um rochedo de Laterita, era ESU YANGI.”

Esu, portanto, foi criado diretamente por Olorun, não da prórpia e primordial matéria divina, da qual Ele já criara Obatalá e Oduduwa, o Casal Divino, mas da matéria que iria formar toda a existência genérica subseqüente a EERUPE (lama) da qual seria criada toda a Humanidade.

Um dos assentamentos de Esu Yangi é uma pedra de laterita vermelha enfiada no solo.

Imole Esu é o primeiro Ser criado da Existência genérica, por isso também chamado de Esu Agbá (Exú Ancestral).

Os ORISIRISI ESU prosseguem contando como IMOLE ESU logo se descontrolou começando a devorar toda a existência. Posteriormente, Esu fora obrigado por Orunmilá a vomitar tudo de volta. Entretanto, Esu devolveu tudo em maior quantidade, muito melhor do que quando o ingerira. Esu devolveu tudo renovado.

Deste modo, Esu foi picado em milhares de pedaços pela espada de Orunmilá, transformando-se no “Mais Um” ou o “Um multiplicado pelo Infinito”, no ESU OKOTO (Esu do Caracol).

Como ESU YANGI também se multiplicou infinitamente, se tornado no símbolo da restituição e da recomposição, tornou-se ele próprio no Oba Baba Esu (Rei e Pai de todos os Esu).

Os outros atributos iremos percebendo-os conforme se dá o processo de criação segundo os ESE ITAN IFÁ, onde trata do Imole Osetuwa.

QUANDO os Imole vieram à Terra, apesar de fazerem tudo o que Olorun lhes ensinara para que a vida fosse Odara (Feliz), sobreveio na Terra todos os tipos de desgraças, inclusive uma prolongada seca.

Diante disso, os Imole se reuniram e decidiram que deveriam enviar alguém sábio à presença de Olorun para buscar a solução para os problemas que afligiam a Terra.

Deste modo, ORUNMILÁ, o Orixá da Divinação Sagrada, partiu nessa missão e data daí o fato de que ele passou a ser um dos três IMOLE que podem apresentar-se perante OLORUN e suportar-Lhe o esplendor. Ao lhe ser permitido facear OLORUN, ORUNMILÁ ouviu Dele que a razão para todas as desgraças que assolavam a Terra estava no fato de que eles, os IMOLE, não haviam convidado para morar no ODE AIYE, ou seja, a “moradia dos IMOLE na Terra”, ao Ser que se constituía no décimo sétimo dentre eles. Quando assim o fizessem, tudo voltaria a frutificar!

E foi assim que ORUNMILÁ tornou-se o “Arauto de OLORUN” para a ligação dos dois mundos, o Orun e o Aiye.

Retornando ao Aiye, Orunmilá iniciou a busca pelo “Décimo Sétimo”, o qual deveria ser convidado a morar com eles, no entanto, após várias tentativas infrutíferas, todos decidiram que a poderosa feiticeira Osum (Oxum) deveria conceber um filho de OSO (O Senhor do Poder Mágico). Esse filho receberia ainda no ventre materno o Ase (Axé) de todos os Imole por imposição conjunta das mãos para que se tornasse o Mensageiro das oferendas dos Imole acabando, assim, com as desgraças da Terra.

Assim, o filho do “Feitiço com o Poder Mágico” foi chamado de Osetuwa, este Orixá Gerado passou a tentar cumprir seu destino, mas não obteve sucesso.

Certo dia Osetuwa lembrou-se de Esu Odara (Exú da Felicidade) e, assim, procurou-o e pediu-lhe ajuda para levar as oferendas dos Imole a Olurun. Esu Odara disse que por esse gesto, hoje o Orun lhe abriria as portas.

Osetuwa e Esu Odara seguiram rumo aos portões do Orun, lá adentrando, pois as suas portas já se encontravam abertas. Deste Modo, Osetuwa conseguiu entregar as oferendas dos Imole a Olorun que as aceitou, pois vieram através de Esu. Olorun deu a Osetuwa todo o necessário à sobrevivência do mundo.

Em seguida, Osetuwa voltou ao Aiye e tudo frutificou novamente! Os Imoles lhe agradeceram com presentes e o celebraram como o único dentre eles que conseguira levar as Oferendas ao Orun, no entanto, Osetuwa levou todos os presentes que recebera ao Esu Odara.

Quando os deu a Esu Odara, o mesmo disse:

“Você, OSETUWA, todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a Terra, se não os entregarem primeiro a você para que você os possa trazer a mim, farei com que as Oferendas não sejam aceitas!”

E foi assim que OSETUWA tornou-se um poderoso Akin Oso ou “Manipulador do Poder”, duplamente por seu nascimento e pela confirmação de IMOLE ESU ODARA, por ter mostrado a todos os IMOLE que ESU era realmente o OSIJE ou “Mensageiro Divino” e que também tinha o poder de aceitar ou recusar os sacrifícios rituais porque era o verdadeiro Eleru ou “Senhor da Obrigação Ritual”.

A partir daí, todos os Imole decidiram dar ao Imole Esu um pedaço de suas próprias bocas a fim de que ele pudesse falar por todos quando fosse perante Olorun. Imole Esu uniu todos esses pedaços em sua própria boca e tornou-se Enu G’barijo (Boca Coletiva) de todos os Imole.

Como retribuição de Esu aos Imole, cada um deles possui ao seu lado o Esu Okoto e, por delegação espontânea dos Imoles Esu tornou-se Elegbara (O Senhor do Poder Mágico).

Por isso, todos os seres que vivem no Aiye possuem seu Olori (Senhor do Ori, Senhor da Cabeça) e seu Elebara (Senhor do Corpo).

Esu, por ser, então o mensageiro Divino, O Senhor do Carrego Ritual prescrito por Orunmilá é também L’Onan (O Senhor dos Caminhos). Sendo também o Ol’Obé (O Senhor da Faca).

Estão ai resumidamente apresentados os 16 atributos de Seu que se relacionam com os 16 Baba Odús do Ifá, quais sejam:

 1. Èjìogbè                               2. Òyèkúméjì

 3. Ìwòrìméjì                             4. Ìdíméji

 5. Ìrosùnméjì                            6. Òwónrínméjì

 7. Òbàràméjì                            8. Òkànrànméjì

 9. Ògúndáméjì                          10. Òsáméjì

11. Ìkáméjì                                12. Òtùrùpónméjì

13. Òtúráméjì                            14. Ìretèméjì

15. Òséméjì                               16. Òfúnméjì

Percebemos, assim, a importância de Esu…

Dentro do Oráculo todos os caminhos que se apresentam estão também relacionados a um aspecto de Esu. Por isso, não relacionaremos aqui os 16 atributos de Esu com os 16 Baba Odús, ficando isso por conta de cada um. Gostaríamos de esclarecer que o Oráculo é vivo, dinâmico e não estático, daí a importância de sua ‘correta’ interpretação. A busca por esse entendimento, por essa correta tradução passa pela mediunidade, sendo imprescindível a sua manutenção e desenvolvimento. É a mediunidade que traz a Tradição Viva do Astral até nós, no presente caso, através do Oráculo e seus caminhos.

O Sacerdote busca promover no Omo Awo (Filho do Segredo – O Aprendiz) esse desenvolvimento mediúnico para que ele possa entrar em sintonia com o Oráculo e receber do Astral a iluminação necessária para o correto aconselhamento e interpretação na hora do jogo.

O estudo do Oráculo é, antes de tudo, um profundo caminho de auto-conhecimento e despertar para a consciência espiritual.

“Conhece-te a ti mesmo e conhecereis o universo e os deuses[1]”.

Araman

————————————-

Referências:

AFOLABI, A. Epega & Philip John Neimark. The Sacred Ifa Oracle. 2ª Ed. Athelia-Henrietta Press, 1999;

CAMPBELL, Joseph, 1904-1987. O Poder do Mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers; org. por Betty Sue Flowers ; tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990;

COSTA, Ivan H. (Mestre Itaoman). Ifá: O Orixá do Destino. São Paulo: Ícone;

JUNG, Carl Gustav, 1875-1961. Os arquétipos e o inconsciente coletivo / CG. Jung; [tradução Maria Luíza Appy, Dora Mariana R. Ferreira da Silva]. – Perrópolis, RJ: Vozes, 2000;

OLIVEIRA, Wilian C. (Mestre Obashanan). Teologia Umbandista: Do Movimento à Convergência. São Paulo: Ícone, 2001;

PRANDI, Reginaldo. Ifá o Adivinho. Cia das letras;

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. Cia das letras;

VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. 6ª Ed. Corrupio, 2009;

VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas Africanas dos Orixás. 4ª Ed. Corrupio, 1997;

[1] Inscrição que se encontrava à entrada do Santuário de Delfos na Grécia Antiga.

Qualidades de Esú




Meus irmãos de religião, nosso objetivo é trazer informações a cerca de diversos assuntos.


Não podemos aqui falar de um único Axé. 


Não seria



ético afirmar que se trata de material de um ou de outro Axé ou querer apontar um único caminho, presumivelmente correto.


Podem haver diferenças entre o exposto aqui e aquilo que é feito/dito ou praticado no seu Axé. 


Por isso indico que procure se certificar destas informações na sua Casa com seus mais velhos.


O diferente não é errado, só diferente. Axé, Tomeje.


Exu Aflekete: Exu de origem fon que acompanha o Odú Ogbedi.


Exu Àgbá: O ancestral, epíteto referente a sua antiguidade. 

Pai-ancestral (representação coletiva de todos os Exus individuais).


Exu Agabanikpe: Este Exu fica dentro de dois alguidares emborcados.


Exu Agbo: O guardião do sistema divinatório de Orunmila.


Exu Agomeje: Acompanha o Odú Ogundawónrin.


Exu Aiyangi Elufé: É um Exu da Terra Dassá, também chamado Kpoli. 

Acompanha o Odú Oyekuturá.


Exu Ajelé: Este é o Exu de Ogbeyuno que se assenta num jacaré empalhado.


Exu Ajonan: Tinha seu culto forte na antiga região Ijexá.


Exu Akpelejo: Guardião do Odú Ejiogbe.


Exu Akesan: Exerce domínios sobre os comércios. É o que fala pelos Jogos de Ifá; traz as respostas dos Orixás ao Bàbáláwo.


Exu Alagbana: Acompanha o Odú Oturukponbirete.


Exu Alaketu: É o Exu dono do dinheiro, também é um título dado a Exu pelos Ketu da Bahia – Rei do povo Ketu. Veste branco, vermelho e azul escuro. 

Acompanha o Odú Owónrinturá.


Exu Alamibará: Acompanha o Odú Ogbetuá.


Exu Aluwonan: Este é um Exú muito velho e poderoso, é servidor de Segbo Lisa (Obatalá para os fon) e se assenta com uma pedra recolhida numa mata. Acompanha o Odú Ireteunfá.


Exu Arerebi Oke: Acompanha o Odú Ogbewórin.


Exu Ararikoko: Acompanha o Odú Oturawonrin.


Exu Ariwo: Acompanha o Odú Ogundadio.]


Exu Arudá: Acompanha o Odú Oxegundá.


Exu Axikpelu: Acompanha o Odú Ofunyeku.


. Exu Awala Boma: Acompanha o Odú Otura Meji. 

Este Elegbara chegou à Terra ao cair da noite, num pé de seiva.


Exu Bara: O rei do corpo (obá + ara), princípio de vida individual.


Exu Bauwáiye: Acompanha o Odú Oxeyeku.


Exu Beleke: Acompanha o Odú Ogbetuá.


Exu Betimé: Acompanha o Odú Okanranlobe.


Exu Elebó ou Eleru: É o senhor das oferendas, o portador e mensageiro. É sempre o primeiro a ser invocado. Veste preto e vermelho, é o dono do dendê; é ele quem carrega o dendê na peneira.


Exu Elegbára: Senhor do poder.


Exu Eledu: Estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.


Exu Elérú: Senhor do transporte do Carrego (Erú).


Exu Elu: Regula o crescimento dos seres diferenciados.


Exu Emere: Este Exu chegou a Terra acompanhado pelo Odú Ogbeyeku, e por Oxumarê.


Exu Enú-Gbárijo: Explicitador de mensagens.


Exu Enúgbanijo: É o dono da boca, aquele que fala e traz as respostas nas consultas ao Oráculo, nessa forma Exu passa a falar em nome de todos os Orixás.


Exu Gbaketa: O terceiro elemento, faz alusão ao domínios do Orixá e ao sistema divinatório.


Exu Gbodé: Este é o Exu que acompanha Egun. Acompanha o Odú Oyeko-Meji.


Exu Gogo:

Este caminho de Exu *Divino Executor*. 


É conhecido também como o Exu responsável peta recompensa divina a todos os atos dos seres humanos (e também dos seres espirituais). 


Exu Gogó conhece todas as nossas reencarnações estende sua ação através destes diversos ciclos encarnatórios. 


Aquilo que costumamos chamar lei do retomo é exatamente a função do exu Gogó fazer este retorno acontecer: O bem recompensado com o bem; o mal recompensado com o mal. 


Dentro destas atribuições de cobrança espiritual e material encontra-se sempre a chance de todos se arrependerem, pagarem por seus erros e tomarem um outro ritmo de vida. 


Quando isto não acontece numa vida, poderá ser resgatado numa próxima encarnação.


Oriki:

EXÚ GOG Ó O, ORI MI MA JE NKO O. EX Ú GOGO O, OR Í MA JE NKO O. EB LOWO RE GOGO? O OKAN LOWO EX Ú GOG Ó BABA AWO. AXÉ.

Tradução:

Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabeça para o pleno caminho. Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabeça para o reto caminho. Quanto tu estas pedindo para o Divino Mensageiro do Pleno Pagamento? O Divino Mensageiro do Pleno Pagamento, o Pai do Mistério, está pedindo por um centavo. Que assim seja.


Exu Ikoto: Faz referência ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que Exu faz quando se move do jeito de um furacão.


Exu Itokí: Este Exu veio à Terra na companhia de Nanã. Acompanha o Odú Oyekuiwori.


Exu Katero: Exu que acompanha o Odú Ogbesá.


Exu do Lodo: Senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos.

Exu Laboni: Exu que toca a porta dos Orixás.


Exu Lalu: Exu dos caminhos de Oxalá. Não deve beber cachaça e nem dendê. Veste-se de branco. Vem, também para outros orixás. Tem muitos filhos.


Exu Loko: Por ser assexuado, tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.


Exu Lalu: Acompanha o Odú Ogbetuá.


Exu Laróyè: É astuto e gosta de provocar brigas.


Exu Larufá: Este Exu é assentado num boneco com dois corpos unidos pelas costas, sendo um do sexo masculino e o outro do sexo feminino. Ambos têm que ter os órgãos sexuais muito bem definidos. Acompanha o Odú Oyekubefun.


Exu Lona: É o Exu das porteira dos barracões, vigiando os caminhos. Traz os clientes e a fartura. Usa vermelho, preto e azul arroxeado.


Exu Mabinú: Acompanha o Odú Ikaiwori.


Exu Madubela: Elegba de duas caras que é talhado no cedro e assentado sobre um otá. Acompanha o Odú Ofungundá.


Exu Maleke: Tinha seu culto forte na antiga região Ijexá.


Exu Marabo: Aspecto de Exu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu Marabô da religião Umbandista.


Exu Marimaye: Acompanha o Odú Oyekuturupon.


Exu Mowani:  Acompanha o Odú Owónriowori.


Exu Nangbe: Acompanha o Odú Oxerosun.


Exu Ní: Exu que possui duas caras. Acompanha o Odú Ogbetrupon.


Exu Obá: É o Rei de todos os Exus.


Exu Obakere: Acompanha o Odú Ogbetuá.


Exu Obaranke: Acompanha o Odú Ogbeate.


Exu Obasin-Layê: Este Exu é escravo de Oduduwa e vive dentro de uma cabaça que se coloca dentro de um alguidar.


Exu Odara: Invocado no ritual do padê. Providencia a comida e a bebida a todos, é benéfico, não gosta de bebida alcoólica, aprecia mel e vinho; gosta de branco, mas usa vermelho e preto. É ele quem nos dá a fortuna, aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente).


Exu Oduso: Quando faz a função de guardião do jogo de búzios.


Exu Oguiri Oko: Ligado aos caçadores e ao culto de Orunmila Ifá.


Exu Ojìse-ebo: Encarregado e transportador das oferendas, mensageiro.


Exu Olobé: Este Exu é o dono das facas, é ele que separa as frações de substâncias para formar outros seres. Muito semelhante a Ogum Xoroque, anda pelas madrugadas, sempre procurando os profanadores de oferendas postas, sua cor é o azul arroxeado. Ele é o axogun e sacerdote, sacrificador da sociedade das Yámí Àjé.


Exu Olojo: Acompanha o Odú Oturagundá.


Exu Oloni Iyumi: É aquele que vive dentro do jacaré sagrado. Pertence ao Odú Ogbeyonu.


Exu Onan: Referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.


Exu Opin:

É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer um local como sagrado. É ele quem faz a demarcação dos limites que separam o espaço sacralizado do espaço comum. Fazem-se uma construção qualquer e nela queremos instalar os nossos assentamentos de Orixás, além de evocar o exu do nosso caminho pessoal será necessário pedir a Exu Opin que aceite uma oferenda para consagrar o lugar. A partir daquele local deve passar a ser usado exclusivamente para fins religiosos, e deve haver uma separação bem nítida entre este espaço e o espaço livre para a circulação.

No caso de se colocar, por exemplo, um assentamento dentro de casa, é aconselhável colocá-lo sobre uma esteira e, se possível cercar em volta com uma outra esteira. Sempre pedindo a exu Opin para sacralizar o ambiente, não importa a localização ou tamanho. Isto é válido, também, para os ambientes ritualísticos estabelecidos ao ar livre.


Exu Ori Omonifá: Acompanha o Odú Iwori Meji.


Exu Oro: é o responsável pela transmissão do poder através da fala. 


Ele é quem dá para os sacerdotes e sacerdotisas o poder de acionar as forças espirituais através das evocações sagradas: preces, encantações, cânticos.


 Existem algumas palavras de grande axé usadas nos rituais sagrados que muitas vezes não se conhece a tradução. Elas funcionam como códigos para abrir certos portais do mundo Invisível (Orun), acionando o poder para transformar nossas vidas. 


Somente Exu Oro conhece estes segredos, e somente ele pode dar a autorização necessária para entrarmos nestes mistérios.


Oriki: Exu Oro ma ni ko. Exu Oro ma ja ko. Exu Oro Tohun tire site. Exu Oro Ohun Otohun ni ima wa kiri. Axé

Tradução:

O Divino Mensageiro do Poder da Palavra causa confronto. Divino Mensageiro do Poder da Palavra não me cause confronto. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem a voz do poder. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem uma voz que ressoa por todo o Universo.

Que assim seja (axé).


Exu Woro: Vem da cidade com o mesmo nome.


Exu Sigidi: Provocador de brigas, Exu diretamente responsável pelo ataque noturno em sonhos e causador de mortes nesse estado. 


Exu Tiriri: Acompanha Ogum pelas estradas. Usa vermelho ou todas as cores. Esta sempre nas porteiras e caminhos. Possui grande força e domina a magia.


Exu Xiki: Exu que acompanha o Odú Ogbesá.


Exu Yangi (Também chamado de Igbáketa Baraketu obá): É o mais velho, a primeira forma a surgir no mundo. 


É o dono do poder dinâmico, do processo de multiplicação dos seres. 


Está ligado tanto ao ancestral masculino como ao feminino. Carrega padoiyran, cabaça da existência que contém a força de se propagar. Companheiro inseparável de Ogum a ponto de serem confundidos. veste branco, vermelho e o azul escuro. Come bichos machos e fêmeas. 


Pedra vermelha de laterita, primeira plataforma existente – água + terra. Conta um Itan que este Exu foi dividido em diversas partes dando origem a outros Exus.


Exu Ygelu: Associado ao wàjí, que representa o fruto da terra e por extensão o mistério oculto da vida e da multiplicação. Dele é o caracol africano. Veste azul arroxeado e as vezes o preto.


Exu Yná: É invocado no ritual do padê. É associado ao fogo e representa a força, simbolizado pelo egan, pelo pássaro e pelo ikodidé, pena vermelha do papagaio odidé.


Exu Wara:

Ele é o Exu que controla os relacionamentos Interpessoais. Ou seja: amizade, sociedade de negados, casamento, companheirismo de trabalho, vinculo familiar, fraternidade religiosa… Enfim, todos os tipos de relacionamentos só possuem um estado de plena compreensão, harmonia e verdadeira colaboração quando aprovados por EXU WARA.

Sempre que se planeja estabelecer um novo vinculo é aconselhável consular Exu Wara e, de preferência, fazer-lhe uma oferenda de apaziguamento, para que tudo possa ocorrer sempre na mais perfeita ordem, sem possibilidades de atrito, confusão, mal-entendidos, etc…

Oriki de Exu WARA:


 FONTE: http://blog.ori.net.br/?p=55#comment-38999




ESU A PEDRA PRIMORDIAL DA TEOLOGIA YORUBA



 ESU OTA ORISA

Esu a pedra fundamental do Orisa

ESU OFI OKUTA DIPO IO

Esu transforma o sal em pedra



1. "O PRINCIPIO ERA A PEDRA"

Em todos os momentos da vida dos afro-descendentes que cultuam Orisa, a terra é o elemento mais importante a ser reverenciado e, em conseqüência disso, a pedra, o fruto da condensação da terra, a desagregação particulada e formadora do microcosmo Yoruba.

Essa singularidade pode ser vista na gênese Yoruba, amplamente documentada, por diversos autores.

Olodunmarê após um tempo imemorial de inércia resolve criar o mundo, e sua primeira criação é a pedra primordial chamada por ELE de Esu Yangi e, posteriormente, de Esu Obasin, cultuado até os dias de hoje em Ile Ifé.

Pode-se dizer que sem pedra "Ota" não há Orisa.




KOSI OKUTA

KOSI ORISA

"Sem pedra

Sem Orisa"


KOSI ESU

KOSI ORISA

"Sem Esu

Sem Orisa"


Todo Orisa tem que, obrigatoriamente, ser assentado em uma pedra ou em algum material que dela tenha vindo; exemplo: o ferro em que se assenta Ogun é a transmutação da pedra, transformada em ferro por intermédio do fogo. Dessa forma pode-se dizer que Ogun é assentado na pedra.

Outro aspecto interessante é que o corpo humano é composto de vários elementos, e entre eles um dos mais importantes é o barro modelado por Ajala, onde, posteriormente, é inserido por Obatala, o Bara, o ESU do movimento.

Outro aspecto de grande importância relacionado à terra é o Ikomojade (imposição de nome ou batismo). Nele o pai pega a criança e coloca o pé dela sobre a terra fofa, especialmente preparada para o momento, recitando o seguinte verso de Ifa:


Yoruba

ILÉ

A O GBE OMO, AO FI ESE OMO NAA TE ILE,

A O WA WURE BAYI PE,

ILE REE O,

ILE OGERE,

ILE NI A NTE KI A TO TE OMI,

A KI NBINU ILE KI A MAA TE,

BI O BA NRIN NILE KI OMO ARAYE MA BINU RE,

A KI NBALE SOWO KI A PADANU,

GBOGBO OHUN TI O BA DAWOLE LORI,

10.ILE AYE YI,

11.KO NI PADANU.





Português

Terra

Os pais pegam a criança e colocam o pé dela sobre a terra, iniciando a recitação. Eles chamam o nome da criança e falam:

1. (Nome da criança) Aqui está a terra,

2. A terra que está espalhada pelo universo,

3. É nela que se pisa primeiramente,

4. Antes de se pisar na água.

5. Ninguém que tenha ódio da terra,

6. Priva-se de pisar nela.

7. Quando você anda sobre a terra,

8. Os seres humanos não terão ódio de ti.

9. Todos que fazem negócios com a terra lucram com ela,

10. Tudo que você se propor a fazer na sua vida,

11. Não será em vão, você lucrara na vida.

Portanto, é muito claro que Esu foi criado por OLODUNMARÊ, da matéria primordial e divina da qual, posteriormente, ELE fez todos os Orisa. A mesma matéria que daria forma à toda existência divina, assim como toda a humanidade que, um dia, Ikú "a Morte" devolverá à esta lama primordial.

Assim, Yangi é o primeiro ser criado da existência e passa a ser o símbolo primal dos elementos criados.

Yangi é conhecido como "Esu Agba”, o Ancestral primordial, e seus assentamentos mais antigos e tradicionais eram simples pedras de laterita vermelha, colocadas no chão, onde eram feitas suas oferendas e sacrifícios.

Em alguns lugares, como a Orita Meta ou a Encruzilhada de Três caminhos, a laterita vermelha está cercada por 7, 14 ou 21 pedaços de ferro enferrujados.

Na cidade de Ile Ife, pode-se ver o assentamento de Esu Yangi como o descrito acima.

Para se chegar a casa de OBATALA, entra-se em uma rua que vai exatamente até a entrada, e acerca de 10 metros antes da entrada, a rua principal abre-se em duas outras ruas laterais, formando um (Y) . No meio do vértice do (Y) está a casa de OBATALA, e na ponta do vértice o assentamento de Yangi, uma montículo de cimento armado com uma laterita fincada no alto. **

Yangi é por excelência o símbolo da existência diferenciada e, em conseqüência disso, o elemento dinâmico que leva à propulsão, à mobilização, à transformação e ao crescimento.

Ele é o principio dinâmico de tudo que existe e do que virá existir.





2. OS MÚLTIPLOS NOMES E FUNÇÕES DE ESU

Um mito relata como, em função de seu poder, Esu se descontrola, e começa a devorar toda a preexistência, sendo então obrigado por Orunmila, após uma longa perseguição, a vomitar tudo de volta.

Tendo sido cortado em milhares de pedaços, transforma-se no + 1, ou em 1 multiplicado pelo infinito. Neste caso, ele é Esu Okoto, o Caracol agulha, cuja estrutura óssea espiralada parte de um ponto único, abrindo-se para o infinito, e nos dá a idéia do crescimento, da evolução e da multiplicação, tendo-se tornado o símbolo da restituição e da recomposição, tornando-se Oba Baba Esu, Esu agbo, o Rei e o Pai de todos os Esu, gerados por seus pedaços.

Durante muitos anos conviveu-se com uma pretensa superioridade cultural, racial, religiosa na África e na região dos Yoruba que provocou guerras étnicas, fato que repercute ainda nos dias de hoje.

A suposta ação evangelizadora desarticulou sofisticadas estruturas religiosas, imprimindo aspectos negativos e demoníacos à imagem de Esu que, ainda hoje, habitam o universo religioso e pratico dos mais renomados Baba/Iya.

A perda dos valores primais africanos foi causada, sobretudo, pela escravidão, e posteriormente pela miscigenação com as seitas espíritas cristãs, permitindo assim que os mais sérios seguidores do Orisa ressaltem os aspectos negativos dos demônios, referindo-se a Esu como:

Exu Lucifer, Exu Tranca Rua das Almas, Exu sete poeiras do inferno, Exu Rei das sete encruzilhadas, ou mudam seu sexo, Exu Pomba Gira ou Exu Maria Padilha.

Os nomes e atributos deste importante Orisa do panteão Yoruba não permitem interpretações errôneas como as perpetuadas pela inércia e ignorância de pseudos experts em cultura Yoruba.

Nomes

Atributos

ESU YANGI

O primeiro da criação, a laterita vermelha

ESU AGBA

Aquele que é o ancestral

ESU IGBA KETA

O dono da cabaça, o Igba Odu

ESU OKOTO

O dono da evolução, o caracol.

ESU OBASIN

O pai de todos os Esu

ESU ODARA

O Esu da felicidade

ESU OJISE EBO

O Esu que leva as mensagens ao Orisa

ESU ELERU

O Esu que leva o carrego dos iniciados

ESU ENUGBARIJO

O Esu que trás a prosperidade

ESU ELEGBARA

O Esu que detém o poder da transmutação

ESU BARA

O Esu dono do movimento do corpo humano

ESU OLONAN

O dono de todos os caminhos

ESU OLOBÉ

O dono da faca ritual

ESU ELEBÓ

O Esu que recebe as oferendas

ESU ODUSO

O Esu que vigia os oráculos

ESU ELEPO

O Esu do azeite de dendê

ESU INA

O Esu do fogo (saudado no Ipade)


Poderia-se fazer uma lista imensa dos nomes de Esu ancestrais cultuados no Brasil e África, mas esse exercício é desnecessário no momento.

O mais importante é destacar as funções desses Esu ancestrais nos rituais:

Esu Yangi:

É o princípio de tudo, a própria memória de Olodunmarê, seu criador.

Esu Agba ou Esu Agbo:

É o nome que mostra sua ancianidade; ele é o mais velho e, por conseqüência, o pai que é retratado no mito em que Orunmila o persegue através dos nove Orun.

Esu igba keta

É o terceiro aspecto mais importante de Esu que está ligado ao número três, a terceira cabaça onde ele é representado pela figura de barro junto aos elementos da criação.

Esu ikorita meta:

É ligado ao encontro dos caminhos ou a encruzilhada; o encontro de três ruas ( Y ).

Esu Okoto:

É o representado pelo caracol agulha, mostra a evolução de tudo que existe sobre a terra,

E está ligado ao Orisa Aje Saluga, o antigo Orisa da riqueza dos Yoruba.

Esu Obasin:

É por este nome é conhecido e cultuado em Ile Ifé.

Esu Odara:

É o que, se satisfeito através do sacrificio, traz a felicidade ao sacrificante.

Esu Ojisé ébó:

É ele que observa todos os sacrifícios rituais e recomenda sua aceitação, levando as súplicas a Olodunmarê.

Esu Eleru:

É o que leva os carregos dos iniciados (Erupin)

Esu Enugbarijo:

É o que devolve a todos o sacrifício em forma de benefícios.

Esu Elegbara:

É o todo poderoso que transforma o mal em bem, cujo poder reside na transformação das coisas.

Esu Bara:

É um dos mais importantes aspectos de Esu, pois ele é o Esu do movimento do corpo humano, infundido no corpo pré-humano, ainda no Orun por Obatala, sendo "assentado" no momento da iniciação, junto com o Ori e o Orisa individual.

Esu Lonã:

É o senhor de todos os caminhos do mundo.

Esu Olobé:

É dono do obé (faca), tem que reverenciado ao começar todos os sacrifícios, onde a faca é necessária.

Esu Élébó:

É o carregador de todos os Ébo.

Esu Odusô ou Olodu:

É ele que tem seu rosto retratado no Opon Ifa, e vigia o Babalawo para que este não minta; é o que vigia os oráculos (Opélé-Ikin-Erindilogun)

Esu Elepo:

É ele que recebe o sacrifício do azeite de dendê.

Esu Inã:

É um dos aspectos mais importantes deste Esu primordial, é presidir o Ipade, sendo o dono do fogo. É a Esu Inã que os Babalorisa/Iyalorisa se dirigem no começo do Ipade, uma das mais importantes cerimônias do ritual afro-descendente religioso:

E Inã mojuba

Inã Inã Mojuba Aiye

Inã mojuba

Inã Inã Mojuba Aiye...etc.


Outra forma de se dirigir a Esu, e que causa certa confusão, é quando seus acólitos a ele se dirige por seus EPITETOS que , por serem mais comuns, transformaram-se erroneamente em nomes: Exemplo;

Esu Tiriri

Esu Akesan

Esu Lode

Esu Barabo

Esu Alaketu

Esu Ijelu

Esu Bara lajiki

Esu Marabo...etc.


DA PEDRA A PEDRA

A ação repressiva dos cristãos europeus e, posteriormente, latino-americanos sobre os africanos, escravos e seus descendentes forjou o sincretismo entre os Orisa e os Santos Católicos.

Consequentemente, Esu e o diabo cristão na sua forma mais primitiva, teologicamente.

Assim sendo, a idéia de um Esu reelaborado pelos cristãos e, essencialmente maléfico e tenebroso, é inconcebível na Teologia e na cosmovisão Yoruba, que não tem um “inferno´” declarado, e os homens não são punidos a post mortem.

Muito embora, existam lendas e mitos populares onde Esu é retratado como manhoso, trapaceiro ou encrenqueiro. Se Esu for reverenciado com o Ebo designado nada disso será verdadeiro e a sua suposta imagem de malignidade, decorrente dessas lendas, cairá por terra.

Na verdade, Esu é o Executor Divino, punindo aqueles que descumprem o sacrifício prescrito, recompensando aqueles que o fazem.

Ele nada faz por conta própria. Está sempre servindo de elemento de ligação entre OLORUN e Orunmila ou então servindo aos Orisa.

Segundo a Teologia Yoruba, nenhum ser divino pode punir um Ara aiye "ser da terra", diretamente, sem a consulta a Olodunmarê.

Diversos Itan Ifa nos dão conta que Esu também é encarregado por OLORUN para vigiar os Orisa no Aiye. Isso só pode ser feito porque ele é imparcial no seu papel de Executor Divino.

É por isso que todos os devotos de todos os Orisa sacrificam para Esu, por recomendação de Ifa, nos tempos de dificuldades, buscando dessa forma sua intermediação com Olodunmarê.

E, para que os Babalawo não se excedam ou mintam na prescrição dos ébó, o próprio Esu na qualidade de Odusó sempre estará presente no jogo, cuidando para que o Iwa "caráter" do consulente e do Babalawo não sejam maculados.

Esu reporta-se diretamente a OLORUN e mantém um inter-relacionamento com os Orisa e com os Egungun "ancestrais".

Ele não é vingativo e nada executa por sua própria conta, apenas cumpre fielmente as ordens de OLORUN, conforme os ditames do Iwa contido no Ori individual, destino escolhido por cada Ori no Ipori Orun `Lugar em que o ser humano é preparado.

E necessário, o mais depressa possível, esquecer, "desumbandizar" e "deskardekizar" as religiões de matriz africanas, pois não se pode viver com o paradigma de bem e mal, inexistente nessas religiões.

Em síntese, transmutar, teologicamente, a pedra primordial em pedra angular sobre a qual se sustenta a cosmografia tradicional Yoruba.


Oga Gilberto de Esu

Ésú Akérèkóro

Nome civil: Gilberto A Ferreira

Nome religioso: Oga Gilberto de ESU

Olosun do Ile Iya Mi Osun Muiywa

Presidente do Conselho de ética do International Congress of Orisa and Culture.

Pesquisador da Tradição Yoruba.

Articulista e consultor de assuntos afro-brasileiro para diversos órgãos nacionais e internacionais, com artigos publicados no Brasil e exterior.

Presidente fundador do Afosé Ile Omo Dadá (SP).

Consultor de assuntos Afro-Brasileiros para a Fundação Palmares.





ORÍKÌ ÈSÙ ALAAJE

  ÈSÙ  ALAAJE Èsù alaaje na wa o, Èsù alaaje o. Èsù alaaje na wa ko mi o ire owo, Èsù alaaje o. Ba mi wa iyàwo o, Èsù alaaje o. Ma je orí mi...